sexta-feira

cinco e sete - irmãs


queria-te dizer tantas coisas, mas tu não és de cenas lamechas. queria-te dizer o quanto te amo, e que és tudo na minha vida, mas isso vai te deixar super convencida. já devia ter escrito um texto àquela que vive comigo de manhã á noite, que me vê a dormir, e que vem adormecer comigo. aquela que já me viu a chorar, e que me abraçou com toda a força do mundo. queria escrever um texto lindo, àquela que me preenche os dias com sorrisos, com abraços, com alegrias. sempre me deste força, mesmo sem ambas sabermos. sempre te amei, tal e qual como sei que sempre me amas-te, mesmo quando andamos pela casa aos gritos uma com a outra, mesmo quando somos umas egoistas, e ate mesmo umas crianças.
queria-te agradece por teres nascido há coisa de onze anos e por teres vindo preencher ainda mais a minha vida, quando eu achava que já tinha tudo. acima de tudo és a minha melhor amiga, a minha irmã. aquela que eu vou querer ver crescer, que eu vou apoiar sempre, e que nunca vou deixar cair. sei que vais ser sempre a pessoa mais sincera, e sei que vais ser sempre aquela que me vai amar para toda a minha vida. sabes que aqui a tua irmã mais velha vai estar sempre pronta para te ajudar quando mais precisares, vou-te dar sempre a mão quando te apunhalarem pelas costas, tambem te vou dar sempre os parabens quando trouxeres um muito bom para casa, ou ate mesmo quando formos ver as tuas notas, e virmos que o teu nome está no quadro de honra. sempre que quiseres, entra pelo meu quarto a correr com um livro na mão para eu te ler um história, chama-me a meio da noite, grita quando tiveres um pesadelo, e ai vou estar eu a deixar-te tranquila. pequenas recordações, levam-me a dia cinco de novembro de 1999, eras uma coisa tão pequenina, que eu até tinha medo de te pegar, pois tinha medo que te partisses. desde esse dia que és tudo na minha vida, que és o meu orgulho, e ao olhar para ti eu sinto que a minha vida faz todo o sentido, e é contigo que eu sou feliz, contigo eu aprendi tantas coisas, aprendi a fazer mil e uma coisas, e sou capaz de ficar horas contigo, a falar, a discutir, e até mesmo a dizer que és feia (AA). eu até posso dizer que te odeio, mas é mentira, porque na realidade eu amo-te mais que qualquer coisa, tu és tudo na minha vida. AMO-TE (L)

segunda-feira

histórias de encantar

era uma vez (...) e viveram felizes para sempre. FIM
e era assim que todas as noites ela adormecia depois de a avó lhe contar uma história e lhe desejar bons sonhos. apaga as luzes, e esta adormece, como uma pequenina princesa. viaja para longe, durante uma noite, e dentro da sua cabeça tudo acontece. esta noite pode ser uma pop star, mas amanha já pode ser uma princesa. vive cada noite como uma lutadora, vence sempre, tudo o que tem a vencer, e é feliz. faz de tudo para ser quem quer, e durante umas horas esquece tudo o que existe de mau. e quando acorda na manhã seguinte tem sempre uma nova historia para contar.

domingo

nove um


é engraçado como tudo muda de um dia, para uma noite; é lindo de se assistir a uma bela história de amor, tal e qual como a nossa foi. e sei que muita gente gostou de assistir, àquilo que foi o nosso era uma vez. mas não foi lindo a maneira de como tudo acabou, foi tudo de uma forma tão (...) repentina, tudo tão rápido, que nem tive tempo para te dizer o quanto te amava, o quão especial para mim eras. queria-te ter dito tantas coisas, coisas lindas de se ouvirem, coisas que só te iam deixar ainda mais convencido, mas isso não interessa. na realidade, aquilo que foi a nossa história morreu naquele sitio onde nasceu, ficou lá enterrada, mesmo que quando eu tenha entrado nesta escola, ainda te amasse e precisasse de ti de uma forma que nem eu sei explicar. a "magia" desapareceu, para ti, e com o passar do tempo deixas-te que magia do meu amor por ti, também morresse, fizeste tudo, e deste-me todas as razões para eu te odiar, para eu fazer tudo, menos amar-te. mas mesmo assim eu encontrava-te naqueles sítios onde era costume parares com os teus amigos, e sentia o quanto te amava. hoje a imaginação volta, principalmente, quando me cruzo contigo, ai recordo-me de tantas coisas. acredito, que te afastas-te só para o meu bem, só para a minha felicidade, e eu entendo isso, mas vou-te dizer para não voltares a cometer um erro tão grande, novamente. essa tua decisão magoou-me tanto, fez tudo ser mais difícil e abriu ainda mais aquela ferida, tornou as cicatrizes novamente em feridas. eu amava-te mais do que qualquer coisa, eu fazia qualquer coisa para te ter. eu conheci-te quando eras a melhor pessoa do mundo, quando ias a qualquer lugar por aqueles que amavas, quando fazíamos os nossos planos de futuro, quando dizias que me amavas e que eu era tudo na tua vida.
tudo acabou, mas eu sei que no fundo foi o melhor, para ambos, juntos não íamos ser felizes, apenas iríamos ter alguma alegria. hoje, mais que nunca quero-te agradecer por me teres deixado da pior forma do mundo, por me teres negado um abraço que me iria levar á lua. se tu não te tivesses afastado, eu sei que não iria aguentar.
obrigada por tudo, pequenino. sê feliz.

sábado

meu, para sempre !

encontrei uma fotografia, espalhada pelo chão do quarto. estavas tão feliz, ainda eras aquele homem forte, que me segurava pela mão para não tropeçar, aquele homem que me pegava ao colo e andava as voltas comigo; olhei de relance para o meu sorriso, e deparei-me que eu era uma criança tão feliz quando tu estavas comigo, tinha um brilho especial no olhar, um brilho de uma pessoa feliz, de alguém que tinha tudo na vida, e na realidade eu tinha tudo, tinha o meu homem comigo, que me dava a mão para andarmos, que corria atrás de mim, quando eu decidia fugir, que me dava balanço nos baloiços, que ia comigo dar comida aos patos lá do lago. ao olhar para a fotografia, senti algo a cair pela cara, eram lágrimas, pequenas gotas de água, que hoje me consomem, cada vez que penso em ti, e cada vez que me lembro que tu já não estás aqui comigo. tenho tantas coisas para te contar, tantos segredos para te segredar, tantas coisas para te confessar. lembro-me que em pequenina dizia quando for grande, eu quero ser como avô. o céu ficou negro naquela longa tarde de abril, e por momentos tudo se passou na minha cabeça, dos tristes momentos, ás alegrias. dos natais, ás festas de anos, aos almoços de domingo, e ás férias de verão. no principio, eu não percebia o porque de não apareceres nos almoços de domingo, e não entendia porque é que o meu homem de força ficava na cama e me dizia que não tinha forças para se levantar, mas depois deparei-me com a missa de corpo presente, e vi-te deitado naquele caixão, sem respirares, apenas estavas presente, mas (...) foi horrivel, e hoje ainda são imagens que me consomem, e o que mais me custa, é ter essa imagem presente, e não a imagem do homem que eras, do meu avô, da minha força, e só a olhar para as fotos, é que me recordo vagamente, que em tempos tiveste força, foste forte ao ponto de me transmitires toda a tua força.
ao tocar na areia, recordo-me que foi naquela areia, que fizemos tantas caminhadas, que demos tantos passeios, areia esta, que brincavamos no verão. ao entrar naquela mansão, sinto-a vazia, e sem muralhas, sem sorrisos, e apenas com vazios, no teu sofá, no teu quarto, no teu escritório. continua tudo igual, tal e qual como tu o deixas-te, ninguem teve coragem, de destruir as tuas coisas.
praia das maçãs, almoçageme. caminhos de ferro, eléctricos, que eu dizia que me elevavam, até ao céu. hoje ando no electrico, e já não me leva ao céu, ao fazer castelos com a prima, já não sou a princesa, contigo eu ia a todo o lado, era tudo quando me davas a mão.
tenho saudades tuas, amo-te @

independência


ao escrever-te oiço ao longe a batida que há uns tempos me dedicas-te. Miss independent. e lembro-me das poucas coisas que me faziam chorar, dos maus momentos em que tive sozinha e em que me deixaste sozinha, e nunca me deste a mão, para me puxares para cima. ganhei-te um ódio por te teres tornado desse pedaço de garanhão que hoje és, mas no fundo ainda sinto o meu coração dentro de ti, ainda sinto o teu cheiro nas minhas coisas, e ainda sinto as tuas mãos a puxarem-me para perto de ti, a sentir os teus lábios a tocarem de leve nos meus, e a seguirem pelo meu pescoço até chegarem ao meu ouvido, e me sussurrares 'amo-te carolina'. eram rituais nossos, que hoje foram enrolados, com todo o meu passado. hoje apenas me lembrei, porque ao longe conheci a batida que tinha feito parte da nossa banda sonora. e por momentos, lembrei-me de cartas antigamente escritas, de palavras que me costumavam chegar aos ouvidos. olhei para o lado, mas não te encontrei, apenas um vazio, apetecia-me dançar contigo nos meus braços, embalado na musica.
por momentos fechei os olhos, e senti as tuas mãos a puxarem-me, mas abri os olhos, não queria voltar a amar-te, não queria voltar aquele ano, não, não e não.
sentei-me e recuperei o folêgo, olhei a minha volta, e deparei-me com um caderno, em que só tinha cartas tuas, e no fundo deparei-me com uma fotografia tua.
fechei o caderno, foi o fim ha muito tempo, nao pode continuar a ser a realidade, es apenas o sonho do meu passado

sexta-feira

foi o best :$

(...)em 8 meses conheçi uma pessoa com uma garra enorme com uma garra de uma lutadora espectacular, como nunca tinha encontrado numa pessoa +.+.
A nossa amizade ira sempre ser aquela amizade , a que jamais deixarei fugir entre os dedos, nunca vou deixar que a nossa amizade se entrelace e vá com o vento prometo (...)

Leonardo Sousa, always (L)

meu irmão

desde que me lembro que tens sido o único rapaz que nunca me desiludiu aquele que nunca me deixou sozinha e que sempre me apoiou, desde os tempos em que iamos para a grande lisboa a correr atrás dos pombos, até aos dias de hoje, em que ficamos a falar em tua casa sobre namorados e namoradas.
tu não és uma pessoa qualquer, tu não és um rapaz qualquer, tu és o rapaz mais especial, aquele que consegue cativar toda a gente com um único sorriso. para mim, significas mais do que qualquer coisa, tu não és um simples amigo, tu pertences-me tal e qual como eu te pertenço, dentro de mim, ha sempre qualquer coisa a puxar-me para junto de ti, tu não és um amigo, não és um melhor amigo, és um irmão mais velho que toma conta de mim sempre que preciso, que me dá a mão quando mais de metade dos parvalhões me despedaça o coração. curas cada ferida até ao ultimo ponto, e até ficas comigo até cada arranhão sarar. consegues por-me a acreditar em coisas que não iria acreditar se não fosses tu; por momentos, quando penso em desistir, lembro-me que tu existes, e que vais estar do meu lado, quando me magoarem, quando o meu coração voltar a precisar de ser reconstruido com total amor, carinho e paciência, e é aí qe eu me mando de cabeça, que faço tudo, só por ter a certeza de que tudo vai ficar bem, mesmo que tenha feito a maior asneira, eu sei que no teu colo eu vou poder sempre chorar, pois tu nunca me vais deixar mal.
queria-te agradecer por tudo, mas antes devo um obrigada aos meus padrinhos, por terem feito vir ao mundo uma das coisas mais importantes para mim, por terem dado ao mundo, uma pessoa espectacular, uma dos melhores amigos que alguem poderia ter. eu amo-teeeee